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Pimenta Rosa

Experiências na cozinha e viagens gastronômicas
June 25

Duas saladas de inverno

Apesar de adorá-las, durante o inverno fica mesmo difícil encontrar motivação para preparar e comer saladas... Com o tempo assim gelado, só penso em comer massas, pães, queijos, chocolate, chocolate e mais chocolate...

No entanto, como não quero terminar o inverno (que nem bem começou) com vários quilinhos a mais, algumas vezes durante a semana preparo uma boa saladinha, principalmente para o almoço, quando o clima normalmente ainda não está tão frio e o prazer em saboreá-las é maior.

Acho que essas duas saladas têm cara e gosto de inverno. A primeira é a crocante salada de funcho, laranja e nozes que encontrei no blog da Ana Elisa. Assim que bati os olhos na foto e nos ingredientes, fiquei morrendo de vontade de prepará-la. Como queria uma salada com um pouco mais de substância, esfarelei um pouco de queijo gorgonzola na finalização do prato. Ficou bem gostosa, como eu imaginava.

funcho, laranja e nozes

A segunda foi inspirada em uma salada do Jamie, do livro O chef sem segredos. A original leva folhas de espinafre, ervilhas frescas e queijo feta. Como não encontrei o feta, usei um queijo de cabra mais cremoso. Também acrescentei algumas folhas fresquíssimas de rúcula que eu tinha na minha geladeira.

Espinafre, ervilha e queijo 

Para montar essa salada bastam 2 bons punhados de espinafre, 1 punhado de rúcula, ervilhas frescas escaldadas em água fervente de 1 a 2 minutos (espere esfriar para juntar à salada) e queijo de cabra. Tempere com azeite, gotinhas de limão, sal e pimenta-do-reino moída na hora.

June 19

Suflê de chocolate amargo e amêndoas em lascas

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Sou daquelas pessoas que não pode ver uma receita interessante em jornal ou revista... Vivo arrancando folhas e guardando dentro dos meus livros. Muitas vezes não faço nunca a tal receita, ou então acabo preparando séculos depois de ter arrancado a página...

Essa receita é de alguma dessas revistas, mas não tenho idéia de qual nem de quando... A receita original leva nozes. Como eu só tinha amêndoas em lascas, fiz a substituição e ficou muito bom.

O suflê é uma massa salgada ou doce, ligada e muito espessa, à qual se incorporam claras de ovos batidas em neve. Uma vez enformados e colocados no forno, os suflês se transformam, crescem e inflam.

O desafio culinário é obter essa mousse quente, estável e leve sem que seja preciso adicionar fermento. E a glória é quando o suflê em questão não murcha ao sair do forno.  O segredo está na firmeza da massa de base e na quantidade de claras batidas. O calor e o vapor produzem dilatação, expansão. A finalidade é oferecer uma entrada ou uma sobremesa aerada, aromática e, sobretudo, bonita na forma.

Uma mousse que se transforma a olhos vistos como por mágica e que não espera para ser degustada!

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Suflê de chocolate amargo e amêndoas em lascas

Rendimento: 6 ramekins médios

Ingredientes:

- manteiga para untar e açúcar cristal para polvilhar

- 1/2 xícara (chá) de leite

- 1/4 xícara (chá) de cacau em pó

- 1/2 colher (café) de sal

- 180g de chocolate amargo picado (70% de cacau)

- 5 ovos (clara e gema separados)

- 1/2 xícara (chá) de açúcar cristal

- 1/2 xícara (chá) de amêndoas em lascas (ou nozes bem picadas)

- glaçúcar para finalizar

Modo de preparo:

Aqueça o forno em temperatura média/alta (200ºC). Unte com manteiga e polvilhe com açúcar cristal 6 ramekins médios. Reserve na geladeira. Em uma panela, ferva o leite e junte o cacau e o sal. Acrescente o chocolate picado e mexa até derreter. Acrescente as gemas, uma a uma, misture bem. Bata as claras em neve (firme) e acrescente o açúcar. Misture 1/3 das claras ao creme de chocolate, mexendo de baixo para cima, com delicadeza. Em seguida, adicione as amêndoas e o restante das claras. Distribua a massa nos ramekins e leve ao forno por cerca de 20 minutos ou até que o suflê cresça e esteja firme. Retire do forno e polvilhe o glaçúcar. Sirva imediatamente.

Fonte: 400g Técnicas de cozinha

June 04

A confraria, na minha cozinha

Aconteceu no último domingo, o 4º encontro da confraria. Dessa vez, a sede do evento gastronômico foi a minha cozinha. Receber amigos queridos, cozinhar junto, comer bem e trocar experiências de cozinha e de vida é mesmo uma delícia.

Além disso, adoro ter gente na minha cozinha. O coração da casa precisa de vida e de movimento, para assim bombear energia para todos os cantos e cômodos do lar, doce, lar...

O menu ficou assim:

ENTRADA

SALADA DE AGRIÃO, RÚCULA, PÊRA DOCE, NOZES E PARMESÃO - essa é velha conhecida do blog e aqui na versão original do Jamie.

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POTINHOS DE COUVE-FLOR COM DAMASCO E PARMESÃO - Perceberam porque eu estava testando essa receita, certo?

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PRIMEIRO SERVIÇO

CAMARÕES GIOUVETSI - receita grega à base de camarão salteado na manteiga com molho de tomates e queijo feta em cubos e algumas ervas frescas. O Ale preparou esse prato no maior capricho, estava tão lindo e gostoso que só lembrei de fotografar no final...

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SEGUNDO SERVIÇO

SALMÃO EMBRULHADO EM PRESUNTO CRU COM LENTILHAS, ERVAS, ESPINAFRE E IOGURTE - Delicadamente desembrulhei o salmão do presunto (afinal, agora vocês já sabem que não como carne, com exceção de peixes) e pronto. Essa receita também é do Jamie e fica uma delícia!

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SOBREMESA

MINI-MORANGAS RECHEADAS COM CREME DE COCO - Receita de família trazida pela Bia. Fantástica!

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CRUMBLE DE MAÇÃ COM SORVETE DE CREME - A foto definitivamente não faz jus ao sabor delicioso dessa sobremesa...

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E, finalmente, a deliciosa companhia - da esquerda para a direita: Ale, Karla, César (maridão), Leandro e Bia.

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Delícia de domingo...

June 02

Uma confissão

Vou fazer uma confissão. Se você é um leitor atento, já deve ter notado que as únicas carnes que aparecem no meu blog foram preparadas durante o curso de chef. Nunca havia comentado isso aqui, mas desde o ano de 2001 me tornei vegetariana. Também passei por uma longa fase totalmente distante das bebidas alcoólicas. No ano passado, após 7 anos de vegetarianismo (inclusive durante a gestação, que foi fantástica), iniciei o curso de chef de cozinha e decidi que iria provar TODOS os pratos (com exceção da perdiz que não consegui encarar mesmo...). Não seria possível ou coerente para mim, fazer um curso de gastronomia, preparar os pratos e não prová-los. Eu estava decidida a mergulhar de cabeça. E também confesso que alguns pratos me agradaram sim, como por exemplo, o baião-de-dois e o arroz carreteiro.

Durante o ano passado fiz uma grande reflexão e dei uma boa olhada para dentro. Definitivamente, nunca mais voltarei a comer carne vermelha, frango ou porco. Não faz mais parte de mim, não sinto prazer e não sinto vontade.

No entanto, voltei a comer peixes e a saborear uma boa taça de vinho. Não é sempre que como peixes. Acredito que uma vez a cada dois meses, quando estou realmente com vontade ou quando vale muito a pena. O vinho tem figurado em alguns finais de semana. Estou feliz assim.

Na verdade, ainda me considero vegetariana (ou semi-vegetariana). Os vegetarianos mais estritos podem me chamar de hipócrita, mas a verdade é que me sinto muito bem comendo um peixinho algumas vezes ao ano. Acho que isso tem muito a ver com a minha herança genética e cultural. Filha de espanhol que não come peixes e frutos do mar? Complicado...

Cheguei então à conclusão que a minha dieta favorita é de fato a mediterrânea. Sou viciada em frutas, hortaliças (legumes e verduras), ervas aromáticas, cereais, leguminosas, oleaginosas (amêndoas, azeitonas, nozes), leite e derivados (iogurte, queijos) e um bom azeite de oliva. Também não vou dispensar um peixinho e uma boa taça de vinho. Esse é o tipo de alimentação que eu preciso para ser feliz e saudável!

Para coroar essa minha confissão, preparei um tian provençal de legumes. Básico, aromático e delicioso. O tian de legumes usa ingredientes similares ao ratatouille, porém é preparado no forno. Basicamente: pimentão, cebola e alho picadinhos com azeite no fundo do tian (refratário), rodelas de berinjela, abobrinha e tomate intercaladas, sal, pimenta-do-reino e ervas aromáticas (usei tomilho, manjericão e alecrim). Uma boa regada de azeite de oliva e forno por aproximadamente 1 hora.

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Mediterrâneo, colorido, saudável e aromático. Tudo o que eu preciso...

May 25

Jantar italiano para a maninha e a panna cotta que não deu certo...

Minha irmã me ligou na sexta-feira à tarde dizendo que viria jantar comigo no sábado. Imediatamente comecei a pensar em possibilidades de pratos para fazer. Decidi preparar um menu italiano, certamente com um bom risotto. A princípio pensei no risotto al limone, mas como ele seria o prato principal (sem acompanhamentos), mudei para o substancioso risotto de gorgonzola e sálvia. Na época do curso comentei sobre esse risotto com o chef, e ele sugeriu que eu acrescentasse damascos secos, hidratados em vinho branco, para conferir maior suavidade ao prato. Gostei da idéia, mas ainda não foi dessa vez... Acabei caindo no Panelinha e encontrei o risotto de gorgonzola e pêra que prontamente me convenceu!

A Rita Lobo sugere um menu completo a cada receita, e no caso do risotto, segui suas sugestões de drink e entrada: um Bellini (1 parte de suco de pêssego + 3 partes de prosecco) e uma salada caprese (não fiz a montagem e não usei o pesto, apenas um ótimo azeite de oliva extravirgem, sal e pimenta-do-reino).

menu

O drink é mesmo gostosinho, vale a pena provar. A salada caprese dispensa comentários... O que pode ser mais simples e mais saboroso do que a combinação de tomate, mussarela de búfala, manjericão, azeite de oliva extravirgem, sal e pimenta-do-reino?

bellini caprese

O risotto ficou al dente e muito gostoso. Já a sobremesa... quanta decepção...

 risotto panna cotta

Na época do curso preparei essa panna cotta (que literalmente quer dizer, creme de leite cozido) e ela não deu certo, ficou mole demais. Não sei se fervi a água para dissolver a gelatina, fazendo com que ela perdesse sua propriedade de firmar, ou se o tempo de refrigeração não foi suficiente. Nunca mais havia tentado, até o último sábado. Dessa vez, a panna cotta ficou tão dura que quase não conseguia deslizar a colher (isso sem falar do trabalho para desinformar - a foto fala mais do que mil palavras). Acredito que por medo de deixá-la mole novamente, acabei usando gelatina demais...

Servi a panna cotta com coulis (molho produzido a partir do purê de legumes ou de frutas, cozidos ou crus) de morangos. Acabamos comendo do mesmo jeito, é claro. Mas para mim foi uma decepção. Será que tenho coragem de tentar fazer essa sobremesa novamente? Medaaa!

May 21

Potinhos de couve-flor com damasco e parmesão

Estou passando por uma fase nada inspirada para as comidinhas... É fato que cozinho every single day, mas tenho ficado no trivial arroz com feijão (ou lentilha, ou grão-de-bico), legumes diversos, saladas, ovos, sopas... Depois que a gente tem filho (e não tem cozinheira ou não oferece papinha industrializada) não fica mais um único dia sem cozinhar. Gosto de sempre fazer tudo fresquinho para ele, que é bom de garfo como a mãe...

Essa semana ele tem chegado faminto da escolinha. Lá ele almoça às 11h e eu vou buscá-lo por volta das 13h. Na agenda dele, as professoras anotam a refeição do dia e a quantidade que ele comeu - sempre satisfatória! Como ele almoça cedo, sempre ofereço frutas e suco quando chegamos em casa. Ontem ele comeu uma banana, depois quis outra (eu ofereci outra fruta, mas não teve jeito) e ainda queria a terceira!!! Eu não deixei (haja banana maçã, né?) e dei uma bolacha de gergelim que ele adora. Antes da soneca da tarde, tomou a mamadeira inteira. Saí do quarto e durante uma hora ele ficou cantando e depois começou a chorar. Estranhei pois ele sempre pega no sono rapidamente. Troquei a fralda, arrumei as cobertas e pensei: deve ser fome. Fiz outra mamadeira! Ele tomou tudinho e dormiu com os anjos em questão de minutos! Eu queria tanto ser uma abelhinha para ver o quanto ele come na escola. Tenho a impressão que não está sendo o suficiente... Vou voltar a perguntar na próxima reunião de pais...

Mas voltando à falta de inspiração, hoje dei um chega pra lá nela (na falta de inspiração) e resolvi testar uma receita que quero fazer para alguns amigos. Eu não sou lá muito fã de couve-flor (ainda que ela fique muito bem num curry de legumes ou gratinada com molho béchamel), mas essa receita me deixou com água na boca.

Dicas para a compra e o preparo da couve-flor (do livro 400g):

A couve-flor deve ser sempre cozida em água ou no vapor, posteriormente; pode ser frita por imersão, salteada, assada (com molho, crosta, etc.). As folhas devem ser brilhantes e bem fechadas. A flor deve ser clara (branca  ou creme), bem arredondada. Antes de preparar retire as folhas e solte os floretes. Para conseguir um cozimento uniforme, deve-se fazer um corte em cruz na base do talo, para que este cozinhe em tempo similar aos floretes (o mesmo serve para o brócolis tipo japonês).

Potinhos de couve-flor com damasco e parmesão

(do livro Cozinhando para Amigos - Heloisa Bacellar)

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A receita abaixo é ideal para 6 ou 8 ramekins. Eu fiz metade da receita e assei em uma mini-cocotte (que transbordou um pouquinho...).

Ingredientes

- 1 couve-flor média limpa, separada em floretes grandes

- 100g de queijo parmesão ralado

- 1 xícara de creme de leite fresco

- 1 ovo

- 12 damascos secos

- 20g de manteiga em cubinhos

- 1/2 xícara de farinha de rosca

- 2 ramos de tomilho fresco

- sal e noz-moscada

- manteiga ou azeite para untar

Modo de Preparo:

Aqueça o forno a 180ºC, unte 8 ramekins com azeite e coloque numa assadeira. Aqueça uma panela grande com água, espere ferver, junte 1 colher de sopa de sal e a couve-flor e deixe no fogo por uns 10 minutos, ou até que os talos mais grossos estejam cozidos, porém firmes. Escorra. Bata com um mixer metade da couve-flor e do parmesão com o creme de leite, o ovo, sal e noz-moscada até obter uma pasta não muito lisa.

Pique o restante da couve-flor e os damascos em pedacinhos miúdos, distribua entre os potinhos e coloque por cima alguns cubinhos de manteiga e o creme de couve-flor. Misture numa tigelinha a farinha de rosca, o restante do parmesão e o tomilho e espalhe sobre o creme.

Asse por uns vinte minutos ou até formar uma crosta dourada e crocante.

May 04

Uma salada do Jamie

Não fico sem uma boa salada... Uma refeição para mim só é completa se acompanhada de algumas folhas verdes, tomates e companhia. Também adoro fazer das saladas meu prato único e principal, especialmente na hora do almoço e em dias ensolarados.

Meu querido Jamie (o Oliver, é claro), apresenta em seus livros combinações fantásticas e eu tenho vontade de provar todas elas. A receita original do Jamie leva agrião e rúcula (de longe minhas folhas preferidas). Também já preparei usando essas folhas, mas da última vez eu só tinha alface na geladeira.

salada

Em seu livro, o chef recomenda somente preparar esta salada se você tiver em mãos pêras perfeitas, doces e suculentas. As pêras da minha fruteira assim estavam e por isso o mix de sabores se encaixou perfeitamente: folhas de alface (a receita original leva agrião e rúcula), pêras fatiadas + um fio de azeite extravirgem, gotinhas de limão, sal e pimenta-do-reino moída na hora. Parmesão ralado sobre a salada e uma salpicada de nozes esmigalhadas.

Para mim, uma refeição completa! 

April 27

Programas que adoro fazer, sempre do mesmo jeito...

Existem alguns programas que adoro fazer, e sempre do mesmo jeito. Por exemplo:

1 - Acordar, tomar café da manhã na padaria, caminhar por uma hora, nadar mais uma hora na piscina do clube, sair de lá morreeeeendo de fome, encontrar forças para tomar banho, ir para São Paulo (eu moro em SBC), comprar ingresso para o teatro, saborear uma almojanta maravilhosa na Famiglia Mancini (antepastos + mezzaluna + vinho + tiramisù + café) e sair de lá feliz e de barriga cheia para assistir à peça. A-D-O-R-O!

2 - Ir ao cinema no HSBC da Consolação, ver um bom filme (infelizmente, não é sempre que isso acontece*) e jantar no La Tartine Bistrô. *Outro dia assisti à Tony Manero, só porque sou fã número 1 do John Travolta, de Os Embalos de Sábado à Noite e dos Bee Gees. Por favor, não faça isso se você é fã como eu. Só o jantar no La Tartine Bistrô poderia salvar a minha noite...

3 - Passar a manhã inteira fuçando nos livros na Fnac Pinheiros, comprar algum que tenha me encantado (99,9% das vezes de culinária) e almoçar no 62°. Sempre que almoço lá peço a mesma coisa:

Saladinha grega com pão pita quentinho

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Arroz selvagem e multigrãos com cenoura e erva-doce + folhas verdes + espetinho de legumes com molhinho especial

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Tudo simples e gostoso. Depois de comer, gosto de ficar olhando os itens da lojinha. São peças de artesãos, que vão desde brincos e outras bijoux, até acessórios para os cabelos, óculos, bolsas, móbiles divertidos, cadernos de receitas, esculturas de papel machê e tudo o que você puder imaginar...

April 17

Raita de pepino

A cozinha indiana, famosa pela explosão de aromas e sabores, é um verdadeiro culto às especiarias. Não existe refeição na Índia, desde o prato mais simples até o mais sofisticado, sobremesas e bebidas, que não carreguem em sua composição uma alquimia incrível de condimentos.

O raita de pepino não foge à regra, já que é preparado com uma boa salpicada de garam masala (mistura picante de especiarias), ainda que o seu papel principal seja atenuar o sabor picante das especiarias, sem entretanto eliminá-lo.

Eu adoro seu sabor refrescante, proporcionado pelo iogurte geladinho, o suco de limão e o pepino. O raita também pode ser preparado com tomate ou outro tipo de hortaliça, porém sempre deve conter o iogurte e as especiarias.

Eu mesma preparei meu garam masala, mas você pode encontrá-lo pronto em lugares como o Mercado Municipal de São Paulo ou na Bombay. Na Índia, cada casa tem o seu masala específico e alguns deles  podem incluir até 30 ingredientes diferentes. O meu garam masala leva uma mistura de dez especiarias, dentre elas, cardamomo, cominho, coentro, gengibre, canela....

Esse raita eu aprendi no curso de chef. Delicioso e refrescante.

raita de pepino

Ingredientes:

- 4 pepinos japoneses sem casca e sem sementes (descasque, corte-os ao meio de comprido e retire as sementes com uma colher de chá), cortados em cubinhos

- 1 copo de iogurte natural integral

- 1 colher de café de garam masala

- 1 colher de sobremesa de suco de limão

- sal e pimenta-do-reino quanto baste.

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes em uma saladeira e sirva. Se quiser, acrescente algumas folhinhas de coentro antes de servir (adoro!).

April 11

Coelhinhos...

Feliz Páscoa!

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Clarissa Fondevila

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Sou filha de espanhol e descendente de italianos e húngaros, ou seja, desde a infância a arte de cozinhar sempre esteve muito presente na minha vida. Meus pais cozinham muito bem, herança de minhas avós (a paterna é espanhola e a materna era húngara casada com italiano), que passaram suas vidas fazendo delícias para a família. Sorte minha que cresci experimentando as maravilhas dessas culturas gastronômicas tão ricas. Depois que casei a cozinha finalmente era minha e foi assim que a paixão por cozinhar começou a crescer mais e mais a cada dia. Nesses 8 anos de casada pude me aventurar bastante e aperfeiçoar minhas habilidades culinárias. Errando, acertando, mas sobretudo me divertindo muito e paparicando as pessoas que amo. O curso de capacitação para chef de cozinha que fiz em 2008 foi o empurrão que faltava para eu começar a escrever sobre minhas experiências na cozinha e tudo aquilo que que tenha a ver com o prazer de cozinhar e comer bem. Seja benvindo(a).